Diário Velho

Mostrando postagens com marcador about be. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador about be. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Incorporando autores alheios

estou mentalmente cansada e sem capacidade para escrever qualquer coisa que faça sentido. Roubei gentilmente esse texto do tumblr(modifiquei um pouco), única coisa em algum tempo com que concordei.


"Só queria saber onde estão os jovens sonhadores e revolucionários de uns anos atrás, onde estão aqueles que iam à luta, que fazia protestos, que lutava por seus direitos e que eram chamados de rebeldes sem causa. Que nostalgia medonha! Eu nem cheguei a viver junto daquele juventude sonhadora e sinto falta dessa memória inexistente em minha mente. É triste, é triste ver que os jovens de hoje se contentam com tão pouco, não tem objetivos ou visão de futuro; não buscam seus interesses, têm tudo nas mãos, vivem à mercê de uma sociedade preconceituosa, arrogante e esnobe. Decadência, estamos no ápice da tecnologia, e cada vez mais os jovens se tornam frios, sem sonhos, sem esperanças, cheios de tédio e consumidos por vícios irrelevantes. Acho que nasci na década errada, com a geração errada.


A maioria dos adolescentes não usam seus cérebros, são fracas e movidas pelos comentarios alheios. Não vejo destaque em novos pintores, inventores, cientistas, nem sei se eles estão ai. Preferível seria ter nascido em outra época, bem lá atrás, onde era tudo diferente. É, parece apropriado, pelo menos à mim.


xx mary

sábado, 9 de outubro de 2010

Olá Alice



Olá Alice. Porque você é assim? Porque é sempre do contra, sempre tão teimosa e sarcástica? Porque não escolhe o mais simples, só para variar? Porque não faz o óbvio? Porque não para de tentar provar que consegue fazer tudo? Você não consegue. Você não é perfeita, e está realmente longe da perfeição, vou logo lhe avisando. Mas sei que você não liga pra isso, Alice. Você é uma menina estranha. Não gosta de nada comum, e não gosta quando as pessoas são parecidas com você, mesmo que goste de conversar com elas. Alice, pare de ler um pouco, olhe para mim! Fale com as pessoas, você vai terminar a escola e perder todos os laços, todos os contatos! Porque você não se levanta e vai fazer algo útil? Pare de se esconder atrás dos outros um pouco! Se mostre também! Porque você fica o tempo inteiro escrevendo histórias semi-impossíveis? Porque você as inventa, Alice? Tem medo de não conseguir tudo o que quer? Porque você está sempre com essa cara, Alice? Solte esse sorriso preso aos lábios. Responda minhas perguntas, Alice. Porque?



xxx mary

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Estranho.















Sentimentos estranhos estão aflorando dentro de mim. O que, é claro, é meio estranho. Saudades de coisas que nunca vi, de um tempo que nunca passou, de vozes que nunca ouvi. É estranho não poder ter nenhuma lembrança, para poder lembrar desse nada que eu não tenho. Saudades de um lugar onde nunca estive, coisas que nunca toquei, gente que não conheci. Uma nostalgia entranha bate em mim toda vez que penso nesse vazio. Isso frustra, enxe o saco, essa história de não saber, de não ter um idéia, um sentimento sobre algo. Frusta saber que sinto falta de algo que eu nem tenho. Será que é pedir muito uma mudança brusca, uma virada, uma diferença? Será que é muito pedir algo que ninguém possa me tirar, algo a que ninguém tenha direito a ter além de mim?




xxx mary

domingo, 12 de setembro de 2010

In Future, again.

Já fiz meus planos para o futuro:

Primeiro eu faço 18 anos, me mando pra Inglaterra, me viro lá com meu inglês, arrumo um motivo pra fazer uma tatuagem, assisto todos os seriados e filmes legais do mundo, faço faculdade (porque até lá eu já vou ter escolhido uma), arrumo um emprego legal, divido um apartamento com as meninas, me encho de chocolate, invento que estou gorda e me mando como mochileira pela Europa. Lá eu conheço gente pior que eu, arrumo um namorado culto, com um cabelo legal, sardas e um perfume viciante, a gente casa num trem mesmo. Depois a gente faz aqueles cursos intensivos de francês, vira fluente em francês em duas semanas, nos mudamos pra França. Me perco no metro de lá, mas acho meu caminho depois. Volto pra Londres, ou não, sei lá, tenho dois filhos, ainda sem nome, que serão tipo a mamãe, e que concerteza vão usar all star e ter sardas como o papai. Depois quando meus filhos estivem na faculdade me mudo pro interior de Londres ou da França, ou continuo na agitação mesmo -q e compro uma casa amarela com cerca roxa e telhado branco, uma lareira em cada quarto (mesmo com aquecimento global eu decidi que onde eu vou morar vai ter neve no inverno ok?) e adoto um gato que vou dar o nome de Marvin. Ai eu fico velha com meu marido sardento, mimo meus netos, derrubo o bolo de bodas de ouro sem querer (tem bolo pra bodas de ouro??) e vou fazer cursos pela internet pra ser uma velha culta até meus 200 anos, que eu sei que vou ter.

ooooou faço a faculdade aqui, arrumo um emprego relacionado ou não com que eu fiz na faculdade, aqui no Brasil, caso com um médico ou advogado, tenho um ou dois filhos, fico estressada, viro budista e entro no nirvana.

mas isso não seria tão legal, tirando a parte do nirvana, então escolho a primeira opção, rs eu decidi já


xx mary

sábado, 28 de agosto de 2010

Precisa-se























Preciso urgentemente de um quarto novo. Preciso de um quarto só pra mim. Onde possa colar minhas fotos e bugigagas(?)  na  parede. Onde possa chamar minhas amigas e ficar lá. Um canto para dormir sozinha de noite, ou simplesmente ficar acordada olhando para o teto. Preciso de um lugar para ter meu pitacos, xingar o mundo e depois chorar comendo sorvete. Precisava de um canto para ler e escrever sem me incomodar com olhos alheios. Preciso de um lugar só meu, definitivamente. Talvez demore à ter esse quarto e continue a escrever sobre ele, aqui ou em pedaços de guardanapos voadores. Isso ficou uma droga, mas consegui provar um dos efeitos mais toscos do ócio indesejado. 


adeus, mary

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

vida escolar complexa rs.





















Meus pais são jornalistas, cresci nas redações de jornais, sempre ganhei livros de presente e nunca reclamava. Acho que por isso que sou meio nerd rs. Mas não reclamo por isso. Na verdade acho que é até bom, esse troço de gostar de ler. Na primeira série, teimosa como sempre, odiava português, amava matemática. Corria atrás de uns meninos que me enxiam o saco, mas no fundo gostava deles. Fazia natação e achava que ia virar sereia a qualquer momento *-* Nessa época era tontinha e ingênua, as professoras me amavam, só tirava dez. Na segunda série foi estranho, entrei no ballet e descobri um novo mundo cor de rosa, elástico colorido e perfume. Ah, os perfumes. Meu primeiro -e ainda atual- vicio. Na segunda série eu era toda sentimental, dramática e fresca, acho que era por causa do ballet, quando eu incorporava a barbie rs. Na terceira série passei a estudar de manha. Na terceira série mudei infinitamente, acho que porque não tinha a Verys pra me levar pro lado bom -q. Conheci os Beatles. Ainda dramática, chorei quando li (atrasada) que o John Lennon era uma estrelinha no céu. Tinha um cabelo comprido,liso e perfeito, mas me deu revolta e cortei chanel. Na quarta série, sei lá...acho que amadureci um pouco...estava quase terminano >todos< os Harry Potter, com apenas dez aninhos. Fiquei um pouco mais séria, menos chorona. Pouco. Descobri que gostava de português, de ler, de escrever. Comecei, de verdade, meu diário (sim) e nunca mais parei.Até ai, minhas notas eram, literalmente só nove e dez. Na quinta série, voltei pra tarde, e escrevia sobre tudo. Lia super-interessante e só assistia Discovery e Animal Channel *-* Voltei a estudar com a Verys, minha pior fase-nerd foi essa, e por incrível que pareça, foi na quinta série que tirei minha primeira nota baixa. Quase entrei em depressão, mas beleza rs. Depois teve aquela mudança lá na nomenclatura, e estava no sétimo ano/sexta série. Voltei a estudar de manhã, fiquei meio pop, igual a todas as outras. No fim desse ano, mudei tudo de novo. Conheci McFly com uma amiga, que hoje não é mais tão amiga, e me apaixonei. Virou minha banda preferida, minha pior paixão platônica -q Depois, esse ano, infinitas coisas, - em maior parte ruins- aconteceram, cortei o cabelo, toda rebelde, de novo, larguei as pop, voltei pros livros, voltei a estudar a tarde, com a Verys rs, retomei o diário, e lembrei o número do canal da Discovery (as vezes eu esqueço, mas estou trabalhando nisso). Enfim, acho que voltei a ser eu, um pouquinho só menos paranóica com estudo. A estranha, diferente. Chorona ainda sim. E desengonçada e tropeça. Ainda não consegui meu dez em matemática, ou conseguir fazer uma boa aula de educação física, ou aprendi a lidar com elogios e frustações. Esse ano está sendo absurdamente estranho, descobrindo coisas sobre mim mesma que nem sabia. Mas quer saber? Melhor assim (: 






xxx mary